Quarta-feira, Julho 26, 2006

Mudamos para melhor atende-los.

http://tocansado.blogsome.com. Atualizem seus bookmarks.

Segunda-feira, Julho 17, 2006

¬¬

 Hades manda um email para a acessoria de impressa da cantora Maria Rita:

Olá, gostaria de saber as datas dos próximos shows em São Paulo.

Grato.

Hades.


Acessoria de imprensa da cantora Maria Rita responde:

07.07 Montreux
08.07 Huelva
09.07 Cartagena
11.07 Valladolid
14.07 Stuttgart
16.Den Haag

Hades com cara de idiota responde ao email:

Acho que vc não compreendeu minha pergunta... Os próximos shows da
Maria Rita EM SÃO PAULO.

Grato novamente.

Acessoria de imprensa da cantora Maria Rita responde:

Nao temos data ainda!



Depois me perguntam pq eu sou tão intolerante.

Quarta-feira, Julho 12, 2006

Fazendo mais que o impossível.

Ao Banco Real, e a quem mais possa interessar.

É engraçado como a gente nunca espera se decepcionar com algo. Por vezes confiamos demais no que gostamos. Ontem me senti decepcionado.

Decepcionado pois sempre confiei no Banco Real. Parece bobeira, confiar em um banco, coisa de tolo mesmo. Mas a verdade é que a despeito do esforço de muitos para me provar que o banco X ou o Y são melhores que o Real, eu sempre simpatizei com ele.

Simpatizo com ele porque ele é verde. E eu gosto muito de verde. Também gosto da atitude ambientalista do banco, não conheço mais nenhum banco que utilize papel reciclado em todas as suas correspondências, extratos, impressoras das agências. E ele ainda tem algo de moderno. Não sei bem o que é, talvez o netbanking muito bem formatado e simples de se utilizar.

Mas ontem eu me decepcionei. Todo banco hoje em dia usa uma tabela de senhas para permitir que operações mais arriscadas sejam realizadas com segurança. Recebi a minha tabela de senhas pelo correio e logo fui destravá-la pelo netbanking.

Abri o meu sistema operacional favorito, entrei no meu navegador favorito e tentei destravar a tabela de senhas. Não consegui. O sistema do banco acusava erro de senha. Esse foi o início de quatro dias de tentativa em destravar a tal tabela de senhas.

E nesses quatro dias eu tentei de tudo que me era possível. Utilizei o serviço telefônico do banco que me confirmava que a senha estava correta, liguei para os mais diversos atendimentos, atrasei uma conta em 2 dias e ainda sim, nada de destravar a tão essencial tabela de senhas.

Até que ontem liguei para o atendimento telefônico do Internet Banking e consegui falar com alguém que finalmente encontrou o problema, que não é meu como veremos a seguir. O problema senhores, é que o meu sistema operacional favorito é o SUSE Linux e meu navegador favorito o Mozilla Firefox, e segunda a atendente, o sistema de cadastro da tabela de senhas - nas palavras dela – por contrato só funciona com o Internet Explorer.

Não tenho conhecimento de contratos que me obriguem a utilização do Internet Explorer para acessar o Real Netbanking, mesmo porque eu sempre utilizei ele pelo Firefox e nunca tive nenhum tipo de problema.

Foi decepcionante ver um banco tão moderno e que me agrada tanto tratar um problema de forma tão leviana. Não sei os motivos que levaram o banco a fazer com que aquela página em especial só pudesse ser utilizada por usuários do Windows e Internet Explorer, me senti desprezado como cliente, excluído até, o banco não teve sequer o cuidado de deixar um aviso sobre a impossibilidade de se utilizar outros navegadores que não o IE na página de cadastro da tabela de senha.

Destravei a tabela usando o IE e paguei minha conta com os devidos juros. Mas a decepção perdura bem como o receio de passar por isso novamente. De um banco que diz fazer mais que o impossível por seus clientes, ontem tudo que eu esperava era o simples e mundano possível.

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Devagar. Quase parando.

O brasileiro é uma figura engraçada. Não que todos sejam comediantes ou tenham uma veia cômica superior a de população de qualquer outro país. O engraçado, e muitas vezes trágico, é a forma como se seleciona as prioridades.

Por exemplo, é de censo comum que nada funciona direito antes do carnaval. É quase como um dogma, ou uma lei, ou até uma expressão gênica. O Brasil segue procrastinando por Janeiro, em Fevereiro a coisa toda para de vez. Operação de transplante de rim? Deixa pra depois do carnaval. Passeata pela moralidade? Agenda lá pra Maio!!!

Em época de Copa do Mundo a coisa fica pior ainda. Quando a seleção entra em campo, o tempo congela. Os pássaros deixam de voar, a chuva de cair, os rios de correr e as farmácias de funcionar. A “seleção canarinho” (Deus, eu escrevi isso mesmo!?) é quase uma força física bizarra que faz com que o Brasil pare... Completamente.

Temos ainda as férias escolares de Julho. Não importa se estuda-se ou não, assume-se que se algo tão fundamental quanto o ensino pode para por um mês, então todo o resto também pode.

E no Brasil é assim. Segue-se dando prioridade para a preguiça. Festeja-se o carnaval por dias a fio sem parar um minuto sequer, mas não se movimento um único músculo, especialmente o liso que fica dentro do crânio, na hora de se exigir práticas políticas justas.

Hinos de “90 milhões em ação” ou “eu sou brasileiro com muito orgulho” são entoados aos quatro cantos do país, mas só quando se trata de futebol. Não se canta o hino da educação ou da cultura... A não ser que ele tenha “boladona”, “glamurosa” ou “até o chão” na letra.

Em um país regido pela primeira lei de Newton e que tem como ícone máximo de conduta um jogador de futebol, só nos resta torcer de verde e amarelo, para que o samba do juízo um dia toque e faça sucesso.

Sexta-feira, Maio 19, 2006

Respostas.

Sobre a questão fundamental do ovo, da galinha e de tudo mais: Na verdade foi o ovo, tendo em vista que os répteis dos quais as aves descendem já botavam ovos e os anfíbios e peixes antes deles tb. No entanto as galinhas são a forma prática e descomplicada que os ovos encontraram para se reproduzirem (e essa frase é do Sr. Richard Dawkins).

Sobre a questão fundamental da vida, do universo e tudo o mais ou simplesmente “De onde viemos e para onde vamos”: Segundo Douglas Adams, a resposta dessa pergunta é 42 (?). No entanto, essa resposta é outra daquelas que seguem as leis relativescas. O Lula responderia “vim de São Bernardo, mas nun sei pra onde vou companheiro”, outras pessoas com bem menos educação, dependendo do contexto, poderiam responder “estou vindo da casa da sua irmã e indo pra casa da sua mãe”.

Sobe a questão existencial: Ser, sempre. A não ser que exista algum inconveniente, neste caso, não ser.

Sobre questões existenciais divinas: A existência de Deus está diretamente relacionada com sua necessidade em acreditar nele.

Sobre vida extraterrestre: Matematicamente falando sim, cientificamente talvez, religiosamente jamais.

Sobre o deslocamento linear das filas (independente de quais sejam): O problema todo está em como as pessoas encaram o movimento das filas. Essas são regidas por outro efeito físico, o efeito borboleta. O simples fato de vc mudar de fila, faz com que a que estava andando acabe parando enquanto a que estava parada passe a andar. Não vamos entrar em detalhes mais apurados, as filas em si são tema de extensos estudos e os resultados obtidos até hoje indicam que elas são boas condutoras de stresse e são muito afetadas pela lei de Murph.

Sobre a veracidade do homem na lua: Que seres humanos pisaram na Lua, qualquer pessoa de bom senso acredita, agora, se era homem... Vai saber, isso é pessoal demais.

Sobre Deuses astronautas: Nenhuma mitologia corrobora com tal afirmação, a não ser que se leve em consideração as possíveis “viagens” feitas pelos Deuses, nesse caso devemos levar em consideração a quantidade de ópio (fala sério, alguém acha mesmo que eles tomavam “néctar” ou coisa do tipo?) ingerido.

Sobre relações biblicamente incestuosas: Ok, se desconsiderarmos todos os indícios genéticos, biológicos, fisiológico e evolutivos que claramente tornam impossível a simples idéia de que dois seres humanos vindos do nada (eles não se enquadram na segunda questão), sozinhos (e com muita disposição) povoaram um planeta todo, a suposição das múltiplas relações incestuosas estaria correta. Vale notar que relações incestuosas são tema recorrente na bíblia. Talvez Deus (o que se enquadra na quarta questão) tenha síndrome de édipo e queira compartilhar com seus fieis.

Por motivos claros vou ignorar a questão sobre Bia Falcão... A não ser que vc mude para “Odete Roitman”, nesse caso sou obrigado a responder “sei lá porra”.

Sobre o processo degenerativo de anões: Sim, eles morrem. Mas são tão pequenos que a velocidade de decomposição é absurdamente maior do que em uma pessoa comum. A tenologia atual não é capaz de filmar o processo para estudos mais detalhados.

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Tostines relativado !!!

B. diz: "Amor, preciso te perguntar algo muito sério".

Hades quase fazendo xixi nas calças de tanto medo da pergunta responde: "Pode perguntar meu anjo".

B. justifica: "Desculpa te perguntar isso, espero que não fique chateado mas PRECISO saber vc entende?

Hades pensando em todas as possíveis burradas que pode ter cometido responde: "Manda, pode falar"

B. pergunta: "Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais"?

Hades em surto responde:

Na verdade tudo entra na preposição relativesca de Einstein.

O segredo no caso é o ponto de vista que o observador leva como referencia primária.

Em termos práticos pode-se dizer que ambas as preposições estão corretas. No entanto, podemos analisar isso de forma específica nos colocando no lugar dos possíveis observadores
Dessa forma, se formos o fabricante do produto, estamos olhando do ponto de vista comercio-lucrativo da coisa, ou seja, pensamos em números de venda.

O observador fabricante então leva em consideração que o produto vende muito e, por vender tanto só podemos acreditar que ele venda em velocidade exacerbada.

Dessa forma, o tempo que o produto em questão (Tostines) leva para sair da fábrica e chegar até a casa do outro observador (o consumidor, que será abordado em alguns minutos) é menor em relação ao tempo que o produto leva para perder sua propriedade "frisquinho".

Portanto, do ponto de vista do observador-fabricante, o produto é fresquinho pq vende mais.
No entanto, como estamos tratando de um assunto absolutamente passível às leis da relatividade restrita (consideremos apenas que o produto se move de forma linear e com velocidade mais ou menos constante), o ponto de vista do outro observador, o consumidor, é proporcionalmente inverso ao do observador-fabricante.

Ou seja, para o consumidor, o que vale é a característica "fresquinho" do produto. O consumidor sabe que enquanto "fresquinho" o produto terá um valor de mercado maior.

O valor de mercado maior torna o produto muito mais procurado, o que impulsiona a tal venda em velocidade exacerbada que tratamos a alguns parágrafos atrás.

Dessa forma, para o consumidor, o produto vende mais porque é "fresquinho".

Evidente que ambos os pontos de vista estão absolutamente corretos (como se é de esperar em qualquer coisa que se enquadre na teoria da relatividade, como o biscoito Tostines) e portanto, a sua pergunta não faz o menor sentido em termos práticos, mas proporciona um ótimo exercício criativo.

Sexta-feira, Maio 05, 2006

Cinema

E pelo caminho ele seguiu orientado pela bússola que encontrara. O abismo já havia ficado para trás a muito tempo, mas ele ainda sofria pela lembrança de sua repugnante existência.

Caminhava agora por uma estrada de asfalto mal conservado. Ao seu redor apenas a desolação de um mundo vazio e de paisagem cinza. Cansado de caminhar tanto, sentou-se no meio da estrada e observou o horizonte.

E foi observando o horizonte que ele notou algo que não se enquadrava em sua realidade devastada. Um brilho amarelo e quente emanava daquela linha que cortava a terra e o céu. A princípio achou ser o Sol, mas lembrou que este jazia no firmamento como uma bola branca e gelada encoberto pelas nuvens, pairando sobre sua cabeça.

Extraindo de si as últimas forças que lhe restavam levantou-se e correu. O tempo não fazia mais sentido, talvez tenha corrido sem parar por dias ou até meses. Mas a certeza era algo que se perdera a muito em alguma curva tortuosa do caminho que percorreu.

Ali, no meio do nada, erguia-se um prédio vermelho com detalhes dourados. Não parou para notar as formas ou tomar nota do que estava escrito. Apenas caminhou em sua direção e adentrou o edifício.

O lugar todo era uma enorme sala escura e no meio desta sala existia uma única cadeira. E sentado na cadeira ele passou pela maior experiência de sua simplória existência. A sala se encheu da claridade emanada pela imagem que agora se projetava na parede.

E ali na parede estava o que ele sempre buscou, a paisagem iluminada pelo Sol, o gramado verde pintado pelo azul do céu. Ali na parede estava o mundo lúdico que ele sempre imaginou.

O tempo se perdeu, as lembranças do abismo deixaram de existir, o mundo fora do cinema deixou de ser real. Ali naquele espaço só dele a paz se fez sentir. O único ponto acolhedor de um mundo cruel e cinza.

O cinema tornou-se seu e ele se entregou ao cinema. E nada naquele mundo cruel que os circundava seria capaz de destruir o calor que emanou de um coração que, finalmente, encontrara um motivo para viver.